A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.

17 de abril de 2006

Barcelona



Aqui estou a dar conta do que se passou connosco nas férias em Barcelona e na Catalunha Pirenaica.
Barcelona é um festival de sons, cor e movimento. É uma cidade sempre em festa. O colorido dos edifícios de Gaudi, o movimento e a agitação de bares, cafés, teatros, espectáculos faz desta cidade uma das minhas favoritas na Europa. É aquela cidade em que ao andarmos nas compras encontramos sempre alguma coisa de diferente que nas outras não existe, apesar da globalização e da proliferação das cadeias internacionais.
O tempo esteve excelente. Nada de chuva e muito sol com uma temperatura amena. Nota-se cada vez mais a afirmação da língua catalã e do sentimento de orgulho autónomo que aquela gente exibe. Nota-se também um certo ressentimento para com os portugueses. Para quem não sabe a nossa revolta de 1640 foi um aproveitamento da agitação que se vivia na Catalunha contra a tirania do conde duque de Olivares. As guarnições castelhanas estacionadas em Lisboa foram deslocadas para a Catalunha deixando o nosso pais menos vigiado o que foi de pronto aproveitado pelos portugueses. Após a revolta de 1640 a questão que se pôs aos castelhanos foi, defender a Catalunha ou reconquistar Portugal? Optaram pela Catalunha e assim ficámos independentes. Os catalães aprendem isto na escola. E nós? Bem... nós, neste momento desconfio que se fizessem um referendo optávamos por ser espanhóis. Pois é... Àquilo que temos como certo não damos importância, a experiência ou as conquistas dos outros, mesmo quando delas usufruímos, se não nos custaram não são valorizadas.