A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.

29 de dezembro de 2006

Renovação


Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. . . Se não houver flores, valeu a sombra das folhas . . . Se não houver folhas, valeu a intenção da semente . . .
(Henfil)

19 de dezembro de 2006

Significado de sinais



Na idade média os livros eram escritos à mão pelos copistas .
Percursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um "enezinho" sobre a letra. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Foi fácil o nome Francisco passar a ser o espanholissimo Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por algo de significativo nas suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em sequência explica porque é que José em espanhol é Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento das suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".
Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo :o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma".

Nessa época o símbolo @ ficou conhecido como, em inglês, "at" (a ou em ).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contáveis dos ingleses.

Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso - por engano. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:

1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;

2- os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de "10@£3" assim: "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar os seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@",que sobreviveu nos teclados dos computadores.

Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at -em Inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor.

Assim Fulano@ProvedorX ficou a ter o significado: "Fulano no provedor (ou na casa) X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com a sua forma.

Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco).

Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: "shtrudel", em Israel; "strudel", na Áustria; "pretzel", em vários países europeus.



...e não digam que eu não ensino nada...

15 de dezembro de 2006

Postal de Natal


Segundo sugestão da Sutra, vamos criar um mega postal de Natal:

- As mensagens de Natal são individuais!
- Cada um que quer participar, envia a sua mensagem por mail! - sutra@contossecretos.com - terá apenas esse objectivo e mais nenhum.
- O prazo é até dia 19 de Dezembro deste ano e não do ano 2007, 2008, etc.
- Quem quer entrar naquilo que eu
(ela Sutra, mas eu,Cerejinha, apoio) gostava que fosse o maior postal enviado, participa e envia o mail. (...)



Vejam no blog Contos Secretos mais procedimentos!

6 de dezembro de 2006

4 de dezembro de 2006

Os blogues que eu prefiro

Como parece haver por aqui algo que me ultrapassa, repito:

E após o dito período de reflexão aqui estou a dar conta das minhas escolhas. Estes são os blogues que me acompanham quando quero passear pela net. Sem juízo de valores acerca dos “bons” ou dos “reles” são os que leio porque me apetece, passo por eles frequentemente, comento pouco e claro prefiro os dos meus amigos, virtuais ou em carne e osso, é com eles que tenho afinidades e por isso os seus posts dizem–me mais do que aí leio.

26 de novembro de 2006

Queda de pinheiros...






Afinal não abatemos pinheiros suficientes este Verão :-(
Esta sexta feira, o vendaval deu nisto!

21 de novembro de 2006

As nomeações seguem dentro de momentos


Nas minhas deambulações pela net e pelos blogues encontrei o blog Geração Rasca que está a promover uma votação entre blogues.
Existem várias categorias e pode-se nomear mais do que um blogue.
Para saberem como participar leiam o Regulamento.
Polémicas e politiquices à parte, parece que é controverso a existência de certas categorias, e também há quem ache que esta votação circula só entre blogues conhecidos uns dos outros eu, que não conheço ninguém e só vou votar em quem quero, se achar uma categoria controversa posso sempre optar por não nomear ninguém (ai....que já me perdi...)
(...)
Dizia eu que: Acho bem. Claro que acho bem.
A principal vantagem é que me levou a conhecer mais alguns blogues cheios de qualidade, e outros nem tanto (mas isto tudo depende da perspectiva de quem lê) e me deu mais uns momentos de boa navegação internauta.
Brevemente seguem as minhas nomeações...
Estou em periodo de reflexão.

14 de novembro de 2006

Provérbio Árabe


"Aquele que sabe e sabe que sabe é sábio
- segue-o -
Aquele que sabe e não sabe que sabe está a dormir
- acorda-o -
Aquele que não sabe e não sabe que não sabe é um idiota
- enxota-o -
Aquele que não sabe e sabe que não sabe é simples
- ensina-o - "

Provérbio Árabe

12 de novembro de 2006

Viver a Escola...

A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.
Disse que a Escola era como um país.
E era.
Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam.
Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam.
Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades.
Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros.
Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.
Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!
Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos.
Porque numa escola acontece de tudo.
Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair.
Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.
Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza.
Fazem-na todos os que nela trabalham.
Sem nenhuma excepção.
E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender.
O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez.
Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende.
E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
se partem braços
se tomam drogas
se roubam objectos
se cortam veias
se atropelam alunos
se instauram processos
se anavalham rivais
se apalpam garotas.
É o lugar onde os encarregados de educação vêm:
desabafar
perguntar
pedir
exigir
gritar
ofender
ameaçar...
e, por vezes, bater!
É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.
Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.
Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê.
É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.
É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.
É o reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.
É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz.
E isso é difícil: não nascemos anjos.
(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)

4 de novembro de 2006

Curiosidades da Idade Média

...e não digam que eu não ensino nada...



Naquele tempo, a maioria das pessoas casavam-se no mês de Junho (início do
verão), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho, o
cheiro ainda estava mais ou menos...

Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o
costume de carregar bouquets de flores junto ao corpo, para disfarçar.
Daí temos em Maio o "mês das noivas" e a origem do bouquet.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água (reparem que lindo!), vinham os outros homens da
casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as
crianças.
Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto!
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível perder um bebe lá dentro.

É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with
the bath water"
, ou seja, literalmente "não deite fora o bebé juntamente
com a água do banho"
, que hoje usamos para os mais apressadinhos...


Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam
eram o melhor lugar para os animais se aquecerem - cães, gatos e outros
animais de pequeno porte, como ratos e besouros.

Quando chovia, começavam as goteiras os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está a chover a cântaros" tem o seu equivalente
em inglês em "it's raining cats and dogs".

Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se
transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro, possuíam "loiça" de estanho.
Certos tipos de alimentos como o tomate, oxidavam o material, o que fazia
com que muita gente morresse envenenada - lembrem-se que os hábitos
higiénicos da época não eram lá grande coisa...
Daí que durante muito tempo o tomate foi considerado como venenoso.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, por vezes, deixava o indivíduo "K.O."(numa espécie de
narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).
Quem passasse pela rua pensava que o fulano estava morto, recolhia o corpo
e preparava o enterro. (mais nada!)

O "defunto" era então colocado sobre a mesa da cozinha (que linda ideia,não?!) por alguns dias (DIAS?!) e a família ficava em volta, em vigília,comendo, bebendo (na boa vida é o que é!) e esperando para ver se o morto acordava ou não.
Daí surgiu a vigília do caixão ou velório, que em inglês se diz Wake, de
"acordar".

A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para
enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos
retirados e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro
infeliz. (Pessoal, isto é Reciclagem!!).

Por vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas,
do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido
enterrado vivo.

Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso
do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava presa a
um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns
dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar.
Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje.


PS: Alguma cultura de vez em quando é importante!!

3 de outubro de 2006

Recordando Budapeste

Um dos primeiros sitios que visitámos em Budapeste foi o Bairro do Castelo, uma zona privilegiada de turismo e habitação em Buda que contagia tanto o visitante como as gentes locais.








Viver no Bairro do Castelo é um privilégio para um hungaro. Ou para qualquer pessoa que aí possa viver. A vista sobre a cidade é deslumbrante.

O que é engraçado de constatar é que o Bairro do Castelo inclui imensos monumentos, a Igreja de São Mateus, o Museu de História de Budapeste, a Galeria Nacional, o Palácio Real, várias lojas de antiguidades, o Hotel Hilton, mas não inclui qualquer castelo...
As pessoas vão a Buda para vislumbrar Peste, como se fosse impossível conhecer Peste do lado certo do rio...

27 de setembro de 2006

O paraíso é:

No Poço da Cesta, Casal Novo - freguesia de Cepos - concelho de Arganil - distrito de Coimbra - Beiras - Portugal - Europa - Planeta Terra...









O Paraíso no Mundo...

22 de setembro de 2006

19 de setembro de 2006

11 de setembro de 2006

Um cheirinho de Europa de Leste

A carrinha húngara para no posto fronteiriço Hungria/Eslováquia e o Manel, condutor de serviço, diz num português alegre e animado para o guarda fronteiriço eslovaco:
- BOM DIA! Somos oito portugueses! Aqui estão os nossos Bilhetes de Identidade! – e estende os oito B.I. ao guarda, com um largo sorriso estampado no rosto.
De imediato sete portugueses barulhentos rebentam a rir dentro da carrinha, com esta abordagem simpática mas que se prova ininteligível ao interlocutor.
De imediato também, o rosto impassível do lado de trás do vidro do posto de controlo se torna duro e fechado e responde numa voz ríspida:
- Stop the car five meters away!

Logo que a carrinha se imobiliza, no parque existente do lado direito, um pouco mais à frente saltam do seu interior os oito portugueses, enérgicos, fartinhos de quilómetros e quilómetros de estrada e começam a desentorpecer os músculos conforme podem.
Os quatro juniores saltam e gesticulam, ensaiam manobras de Kung-fu e luta livre uns com os outros.
A P., sempre armada de máquina fotográfica, começa de imediato a fotografar tudo o que pode, prevendo uma paragem curta, logo...há que aproveitar...
Cerejinha, expectante, observa o guarda que se aproxima a ... marchar!
Colocou o capote e o chapéu, de um modelo muito semelhante aos que veremos nos antiquários de Praga e Budapeste nos próximos dias e que são vendidos como recordação dos tempos de ocupação soviética. Logo que nos alcança dá uma ordem de comando com uma voz forte e marcial:

This is not a circus!
This is a police control!


Todos nos imobilizamos de imediato na posição em que nos encontrávamos...numa fracção de segundo visualizo o jogo dos tempos da minha infância e as posições que fazíamos quando quem gritava “1, 2, 3, macaquinha do chinês!” se virava repentinamente para trás para nos apanhar em falta...
Ao ver que, pelo menos a voz de comando tinha sido respeitada, o guarda acalma-se, abandona a posição de sentido e começa a fazer a chamada dos nossos nomes pelos Bilhetes de Identidade, observando gelidamente os interlocutores.

Os quatro juniores, nem nas suas piores suposições de uma escola repressiva imaginavam uma cena assim...aposto que nem se imaginavam a corresponder tão obedientemente a uma voz de comando...
Ao chegar ao B.I. do Manel o guarda “fecha” ainda mais a carantonha (como é que foi possível...já estava dura como pedra...) e vocifera:

-AH! The chofer! When I say five meters away is FIVE METERS AWAY!
Not twenty meters!


O "Chofer" encolhe os ombros... parou ali por ser um parque...mas vá lá ele conseguir explicar ao guarda porque o fez...

O FLA tenta contemporizar "...It's our first time in this country...you know...we are all very happy... Portuguese are very happy people..."

Sem resposta...só um olhar gélido.

Este guarda viveu uma época, não muito distante, de grande repressão e controle. Provavelmente nunca imaginou que a abertura do seu país ao Ocidente viesse a originar cenas como esta. Para ele é incompreensível que um grupo de pessoas de outro país tenha esta postura num posto fronteiriço.
Para nós, cidadãos despreocupados e habituados a ter a liberdade como certa o que nos chocou foi a frieza.
"Generation gap" entre países da Europa...
Mas saímos dali mais cuidadosos, mais atentos aos sentimentos das pessoas que poderíamos encontrar nesta viagem. A alegria e a boa disposição nem sempre são boas técnicas de abordagem. Apesar de serem as que priveligiamos.

Entre nós tinha-se criado a primeira frase de comando desta viagem: Logo que algum de nós fazia ou dizia algo que não estava nos conformes de imediato ouvia-se uma voz:

This is not a circus!

5 de setembro de 2006

29 de agosto de 2006

De raspão...

Actividade laboral intensa. Stop.Fraca disponibilidade blogueira.Stop.Férias intercaladas.Stop.Activas.Stop.Energicas.Stop.Quentes.Stop.Alternam períodos trabalho.Stop.Cansativo.Stop.
Fim actividade laboral:Agora: 22.10PM. Stop.
Novo período recuperação:Amanhã:06.00.AM.Partida Sória.Stop.Regresso:Domingo:12.00PM.Stop.
Actividade laboral:Segunda feira:8.00AM.Stop.
Blog tempo nulo.Stop.Ufff!!!.Stop.
Actualizações previstas:Longos períodos Inverno. Stop.

21 de agosto de 2006

As tais férias cansativas, e ...inesquecíveis!!!!!!!!!

No tempo do descanso planeámos ...









Calcorrear ruas e vielas, praças, estradas e rotas...




museus. teatros e óperas...















locais de culto...antiquários...



promover...








... o cansaço mental...












E ainda ter tempo para outros cansaços...













Agora estou muito cansada...não posso contar nada...

8 de agosto de 2006

O descanso em acção


Na minha opinião há férias para descansar e outras para cansar.

Estas foram as férias do descanso.







Agora vou cansar-me para outras paragens...
No regresso conto!
Até depois!

21 de julho de 2006

Peripécias de férias


As minhas férias começam hoje.
Mas já estão muito atribuladas...
Primeiro foi o Brasil. Ida a 21 Julho (hoje, suspiro) regresso a 6 Agosto. Faliu a Varig...adeus viagem!
Depois as ilhas gregas. Mikonos...Santorini...Creta... tudo preparado para dia 27 de Julho até...ontem! O operador turistico ligou a dizer que sem ser no "pacote" não podiamos viajar... É que os aviões e os ferrys fora do "pacote" estão requisitados para transporte dos foragidos do Libano... e nós não queriamos ir no "pacote"...queriamos fazer as nossas caminhadas pelos parques naturais de Creta...adeus Grécia...
Hoje foram 3 horas na agência de viagens a estudar percursos. Uns por exigirem visto, outros por exigirem passaporte válido por 6 (seis) (seis?!?!?) meses após (após?!?!?) a data do termino da viagem foram logo postos de parte. É que um dos meus filhos tem o passaporte válido SÓ (SÓ?!?!) até Novembro!
Escandinávia...Escócia...Irlanda... tudo o que nos poderia interessar está com aviões supercheios!
Bem...supercheios não...mediante o pagamento de uma taxa de aeroporto de 500€ (QUINHENTOS EUROS?!?!) poderiam, eventualmente, arranjar-nos lugares...

Há muito tempo que não ouço uma frase que me apetece agora dizer, não por terem deixado de existir motivos mas porque o seu autor já não os pode comentar:

E esta hem?!?!

15 de julho de 2006

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

Eugénio de Andrade


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29 de junho de 2006

Numa vida passada, eu...

...era uma chita...

Rápida, esquiva, alerta e perspicaz.
Com periodos de concentração curtos e intensos...
...mas eu queria mesmo saber é que animal sou agora...

25 de junho de 2006

Os convencidos da vida

"Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear. Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força. Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se? (...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil. Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro. Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi. "

Alexandre O'Neill, in 'Uma Coisa em Forma de Assim'

12 de junho de 2006

Professores de luto pela educação



No dejes que termine el día sin haber crecido un poco, sin haber sido feliz, sin haber aumentado tus sueños.
No te dejes vencer por el desaliento.
No permitas que nadie te quite el derecho a expresarte, que es casi un deber.
No abandones las ansias de hacer de tu vida algo extraordinario.
No dejes de creer que las palabras y las poesías sí pueden cambiar el mundo.
Pase lo que pase nuestra esencia está intacta.
Somos seres llenos de pasión.
La vida es desierto y oasis.
Nos derriba, nos lastima, nos enseña, nos convierte en protagonistas de nuestra propia historia.
Aunque el viento sople en contra, la poderosa obra continúa: Tú puedes aportar una estrofa.
No dejes nunca de soñar, porque en sueños es libre el hombre.

Walt Whitman

7 de junho de 2006

"SER FELIZ OU TER RAZÃO"

Oito da noite numa avenida movimentada.
Um casal está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não vai haver nenhum problema por chegarem atrasados.
Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que era o caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz:- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho-me perguntado com mais frequência: "Quero ser feliz ou ter razão?" Ah... e outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."
Pensem nisso e sejam felizes. "SER FELIZ OU TER RAZÃO"
Oito da noite numa avenida movimentada.
Um casal está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não vai haver nenhum problema por chegarem atrasados.
Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que era o caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz:- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Desde que ouvi esta história, tenho-me interrogado: "Quero ser feliz ou ter razão?"
Ah... e outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."
Pensem nisso e sejam felizes.

4 de junho de 2006

Hoje na Marginal...

Estádio Nacional - 9.45



Às 10.00 o inicio...

Às 11.00 já com mais gente...

Na esplanada da praia da Torre descansámos, tomamos um cafezinho e espairecemos a vista pela praia...





No regresso fizemos body combat com estes instrutores...









Às 13,20 a Marginal já estava assim!