A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.

26 de novembro de 2006

Queda de pinheiros...






Afinal não abatemos pinheiros suficientes este Verão :-(
Esta sexta feira, o vendaval deu nisto!

21 de novembro de 2006

As nomeações seguem dentro de momentos


Nas minhas deambulações pela net e pelos blogues encontrei o blog Geração Rasca que está a promover uma votação entre blogues.
Existem várias categorias e pode-se nomear mais do que um blogue.
Para saberem como participar leiam o Regulamento.
Polémicas e politiquices à parte, parece que é controverso a existência de certas categorias, e também há quem ache que esta votação circula só entre blogues conhecidos uns dos outros eu, que não conheço ninguém e só vou votar em quem quero, se achar uma categoria controversa posso sempre optar por não nomear ninguém (ai....que já me perdi...)
(...)
Dizia eu que: Acho bem. Claro que acho bem.
A principal vantagem é que me levou a conhecer mais alguns blogues cheios de qualidade, e outros nem tanto (mas isto tudo depende da perspectiva de quem lê) e me deu mais uns momentos de boa navegação internauta.
Brevemente seguem as minhas nomeações...
Estou em periodo de reflexão.

14 de novembro de 2006

Provérbio Árabe


"Aquele que sabe e sabe que sabe é sábio
- segue-o -
Aquele que sabe e não sabe que sabe está a dormir
- acorda-o -
Aquele que não sabe e não sabe que não sabe é um idiota
- enxota-o -
Aquele que não sabe e sabe que não sabe é simples
- ensina-o - "

Provérbio Árabe

12 de novembro de 2006

Viver a Escola...

A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.
Disse que a Escola era como um país.
E era.
Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam.
Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam.
Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades.
Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros.
Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.
Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!
Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos.
Porque numa escola acontece de tudo.
Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair.
Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.
Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza.
Fazem-na todos os que nela trabalham.
Sem nenhuma excepção.
E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender.
O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez.
Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende.
E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
se partem braços
se tomam drogas
se roubam objectos
se cortam veias
se atropelam alunos
se instauram processos
se anavalham rivais
se apalpam garotas.
É o lugar onde os encarregados de educação vêm:
desabafar
perguntar
pedir
exigir
gritar
ofender
ameaçar...
e, por vezes, bater!
É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.
Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.
Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê.
É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.
É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.
É o reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.
É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz.
E isso é difícil: não nascemos anjos.
(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)

4 de novembro de 2006

Curiosidades da Idade Média

...e não digam que eu não ensino nada...



Naquele tempo, a maioria das pessoas casavam-se no mês de Junho (início do
verão), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho, o
cheiro ainda estava mais ou menos...

Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o
costume de carregar bouquets de flores junto ao corpo, para disfarçar.
Daí temos em Maio o "mês das noivas" e a origem do bouquet.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água (reparem que lindo!), vinham os outros homens da
casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as
crianças.
Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto!
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível perder um bebe lá dentro.

É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with
the bath water"
, ou seja, literalmente "não deite fora o bebé juntamente
com a água do banho"
, que hoje usamos para os mais apressadinhos...


Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam
eram o melhor lugar para os animais se aquecerem - cães, gatos e outros
animais de pequeno porte, como ratos e besouros.

Quando chovia, começavam as goteiras os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está a chover a cântaros" tem o seu equivalente
em inglês em "it's raining cats and dogs".

Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se
transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro, possuíam "loiça" de estanho.
Certos tipos de alimentos como o tomate, oxidavam o material, o que fazia
com que muita gente morresse envenenada - lembrem-se que os hábitos
higiénicos da época não eram lá grande coisa...
Daí que durante muito tempo o tomate foi considerado como venenoso.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, por vezes, deixava o indivíduo "K.O."(numa espécie de
narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).
Quem passasse pela rua pensava que o fulano estava morto, recolhia o corpo
e preparava o enterro. (mais nada!)

O "defunto" era então colocado sobre a mesa da cozinha (que linda ideia,não?!) por alguns dias (DIAS?!) e a família ficava em volta, em vigília,comendo, bebendo (na boa vida é o que é!) e esperando para ver se o morto acordava ou não.
Daí surgiu a vigília do caixão ou velório, que em inglês se diz Wake, de
"acordar".

A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para
enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos
retirados e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro
infeliz. (Pessoal, isto é Reciclagem!!).

Por vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas,
do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido
enterrado vivo.

Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso
do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava presa a
um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns
dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar.
Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje.


PS: Alguma cultura de vez em quando é importante!!