A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.

15 de janeiro de 2007

O Galo


Tenho de confessar que sou portadora de um certo espírito de contradição.
Quando toda a gente fala do frio que faz, a minha vontade é tagarelar sobre a praia e o calor humano, quando se queixam do preço das coisas apetece-me logo correr a comprar qualquer coisa inútil, falam-me de dores daqui e dali e eu divago em pensamento por corpos belos e musculados, and so on...
Ora no Natal, espírito natalício e tal, não fui capaz de escrever nada sobre a coisa...
Por outro lado fiquei em estado de choque com a balbúrdia, o bulício e o GALO.
Por isso só hoje ganhei coragem para vir aqui escrever sobre o assunto.
E o assunto é: O GALO.
Sendo o Natal passado no melhor dos espíritos natalícios, vou abster-me de divulgar como é que é no seio da minha família, porque se torna enfadonho descrever-vos as cenas que, mais ou menos coloridas, conforme a prosápia do orador, se vivem na maioria dos lares nacionais.
Assim sendo vou directa ao assunto. Ou seja: O GALO
O GALO, que aqui vos apresento, foi oferecido à minha família, devidamente acondicionado (plástico acolchoado, para evitar alguma racha, quiçá...), caixa de cartão, magnificamente embrulhado e ataviado com um laçarote do melhor material.
Trazia a acompanhá-lo um cartão de Natal, de uma afectuosidade e delicadeza a toda a prova, dirigido “À minha boa amiga” e elogiando a forma como a ofertante tinha sido recebida na morada da família pelo que se tinha sentido muito sensibilizada e expressava desta forma o seu reconhecimento...
Claro que perante o estilo do embrulho, a qualidade gráfica do cartão e o teor da mensagem, a nossa expectativa na abertura do presente foi elevada...
E sai-nos o GALO.
Agora olhem bem para o GALO e digam-me cá:
Será que esta senhora nunca ouviu falar em Ferrero Rocher, ou outros bombons danados de bons?!?!? É que eu, quando não sei bem os gostos das pessoas a quem quero homenagear, prefiro comprar-lhes uma caixa de bons chocolates do que um GALO!