A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.


23 de março de 2009

Cerejinha, Noudar, 2006

Tratemos bem a terra. Ela não nos foi doada pelos nossos pais.
Foi-nos emprestada pelos nossos filhos.

Provérbio antigo do Quénia

22 de março de 2009

Cerejinha, Reserva Natural do Tejo, 2005
Eu caminho vivo, no meu céu estrelado
Vitor Hugo

21 de março de 2009

Barcelona - 18 Março 2009


O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...
Martin Luther King

19 de março de 2009

Dia do Pai


Cerejinha,2008

Quando eu nasci, tu renasceste

Quando eu ri, tu choraste

Quando eu precisei, tu estavas lá.

Quando eu adoeci, tu rezaste.

E alimentaste-me

Cuidaste-me
Protegeste-me

Amaste-me...em todos os momentos

Nunca me pediste nada em troca, pois o meu sorriso era o teu paraíso.



Sinto a tua falta, pai.
Muito.

18 de março de 2009

Cerejinha, Paul de Boquilobo, 2007

A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem.
Arthur Schopenhauer

17 de março de 2009

# 16

Cerejinha, Praia da Luz, 2008

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros,
uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros,
pois é uma grande observadora.
(autoria desconhecida)

16 de março de 2009

# 15


Cerejinha, Cabo Sardão, 2008

Quem acha sem procurar é quem longamente buscou sem encontrar.
Gaston Bachelard

15 de março de 2009

# 14




Cerejinha, Caretos de Podence, 2009

Cada um de nós é uma lua
e tem um lado escuro que nunca mostra a ninguém.

Mark Twain

14 de março de 2009

# 13



Cerejinha, Dublin, 2007




(...) as he set foot on O'Connell bridge a puffball of smoke plumed up from the parapet.

James Joyce

13 de março de 2009

# 12


Cerejinha, 2007

Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência
de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta.
Autoria desconhecida

12 de março de 2009

# 11


Cerejinha, Barnafoss, Islândia, 2008

Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos,
mas também pelo que deixamos de fazer.
Molière

11 de março de 2009

# 10


Cerejinha, Torre Eiffel, Paris, 2008
A força não provém da capacidade física e sim
de uma vontade indomável.

Mahatma Gandhi

10 de março de 2009

# 9

Cerejinha, Proença-a-Nova,2008

Existe uma certa grandeza em repetir todos os dias a mesma coisa.
O homem só vive de detalhes e as manias têm uma força enorme:
são elas que nos sustentam.
Raúl Brandão

9 de março de 2009

# 8

Cerejinha, tulipas das areias, Cabo da Roca, 2006
As coisas, por si sós, não são interessantes,
tornam-se interessantes apenas se nos interessamos por elas.

S.Ceccato

8 de março de 2009

# 7


Cerejinha, Lugo, 2006
Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos,
não parecerem o que não são.
William Shakespeare

7 de março de 2009

# 6


Cerejinha, Arrepiado, 2005
A natureza concedeu aos grandes homens a faculdade de fazer
e aos outros a de julgar.
Luc de Clapiers Vauvenargues

5 de março de 2009

# 5


Cerejinha, Congost de Mont Rebei, 2006
A maneira de apreciarmos uma coisa
é dizermos a nós próprios que a podemos perder.
Gilbert Chesterton


4 de março de 2009

# 4

Cerejinha, Praga, 2006


Não sei para que é ter contentamento,
se mais há de perder quem mais alcança.
Luiz Vaz de Camões

3 de março de 2009

# 3

Cerejinha, Aldeia Ruiva, 2008
Despreza as estradas largas, segue os carreiros
Pitágoras

2 de março de 2009

# 2

Cerejinha, Berlengas, 2005

Não tenho um caminho novo.

O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar.


Thiago de Melo

1 de março de 2009

# 1


Cerejinha, Pedras Brancas, 2004

É comum perder-se o bom por querer o melhor.

William Shakespeare

1 de janeiro de 2009

Para 2009

Aprecio, como muitos de vós, o conforto das rotinas do dia-a-dia – a segurança do familiar, a tranquilidade da repetição. Aprecio-as como qualquer um mas entendo que podemos gastar algum do nosso tempo para nos sentarmos e conversarmos um pouco.
Já todos percebemos que há aqueles a quem nada agrada que conversemos e, tão pouco, que pensemos. E porque não lhes agrada? Porque as palavras nunca perdem o seu significado, o seu poder. As palavras oferecem os meios para comunicar e, para aqueles que ouvem, o enunciado da verdade. E a verdade é que algo de terrivelmente errado se passa com este país, não acham? Injustiça, desigualdade, intolerância e, até, princípios de opressão. E num país onde as pessoas deviam exercer o seu direito, o seu dever de opinar livremente, hoje temos auto-censura, apatia e meios pouco dignos de nos manter quietos e calados. Sem fazer ondas. Submissos. E como é que tudo isto aconteceu? Quem tem a culpa? É um facto que há uns mais responsáveis do que outros mas também, verdade se diga, se é culpados que procuramos basta-nos que nos olhemos no espelho.
Eu sei porque somos assim. Sei porque nos acomodamos e tememos. É compreensível, não é? Trabalho, despesas, contas, meios de comunicação que nos estupidificam. Há uma miríade de razões que conspiram para que a nossa razão seja corrompida e o nosso senso comum toldado.
O medo, e o comodismo venceram-nos. A ilusão da posse também. Lutamos para ter e não para ser. Lutamos para ultrapassar os outros (e às vezes usamos truques menos dignos) e não para nos ultrapassarmos a nós mesmos. A nossa vida faz-se de conquistas imberbes e não de lutas gloriosas quando devia ser exactamente ao contrário.
É preciso abrir os olhos, gritar aos ouvidos, espetar as palavras e os pensamentos nas consciências das pessoas. É preciso relembrar ao povo deste país aquilo que ele parece ter esquecido. Temos de recordar que a delicadeza, a educação, a justiça, a honestidade e a liberdade são mais do que palavras, são perspectivas, são posturas, são atitudes.
Portanto, se acham que tudo isto é um discurso inócuo, se acham que tudo está bem como está, sugiro-vos que esqueçam o que leram aqui. Por outro lado, se concordam, se sentem incómodo, inconformismo, necessidade de mudar, então peço-vos que façam do ano de 2009 um ano de mudança. Peço-vos que não esperem pela onda para navegar. Criem a vossa própria onda. Despertem e despertem-se, incomodem e incomodem-se. Abdiquem do acessório e lutem pelo essencial. Lutem mesmo. Lutemos. Acreditem porque na crença está a motivação e acreditem porque é verdade.
Vamos trilhar um novo caminho, assumir uma nova postura.
Está na hora de sair para a rua. Está na hora de escrever. Está na hora de agir. Está na hora de desobedecer aos privilegiados, aos poderosos, aos dominantes.
As pessoas não devem temer as ideias. Não devem ter medo de ousar, de pensar, de exigir, de agir. Aqueles que não querem ousadia, consciência, exigência e acção é que devem temer.




19 de dezembro de 2008

Não tenho palavras...

...uso as do Zeca ...

20 de novembro de 2008

QUANTOS SEREMOS?



Não sei quantos seremos,

mas que importa?!
Um só que fosse,
e já valia a pena.
Aqui, no mundo,
alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos

mudar a hora da chegada
Nem talvez a mais certa
A da partida.
Mas podemos
fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto,

esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.



Miguel Torga




9 de novembro de 2008

Sou professora...

Estive no Terreiro do Paço no dia 8 de Novembro, no meio de milhares de pessoas. Proximos de mim, os de todos os dias. Companheiros de desencanto e batalhadores do dia a dia. Lentamente encorpámos a marcha dirigindo-nos à Rua do Ouro. Não senti euforia ou vontade de gritar palavras de ordem gastas ou fazer folclore de vez em quando. Subi a avenida entre os mais de 120000 professores. Fomos muitas vezes em silêncio, vi muitos rostos cansados e tristes.
Outros comportam-se como se de uma grande festa se tratasse.
As palavras de ordem que se ouvem não me dizem muito, as canções são desafinadas e roufenhas, o Hino Nacional é cantado fora de tom, mas o minuto de silêncio finalmente faz-se ouvir e tem grito, alma, conteudo.
Os apelos sindicais são os mesmos do costume, são ouvidos com indiferença, ou nem são ouvidos assim como a moção que é lida diz mais do mesmo, não tem em conta os interesses reais de quem está ali...atira-se com a ideia de uma greve para dia 19 de Janeiro (?) entre outras coisas.
Pede-se aprovação...olho em redor, poucos estão atentos, poucos levantam o braço. Já em casa hei-de ouvir na TV que esta moção foi aprovada por unanimidade por todos os professores presentes...
Volto as costas, começo a descer a avenida, lentamente, pelas laterais. No palanque é o que pedem para fazermos já que "há camaradas ainda a subir a avenida e que insistem(?) em chegar ao Marquês " (sic)
Sinto-me usada, não só pelo Ministério mas também pelos sindicatos que orquestraram o dia 8 de Novembro.
Por isto vou voltar a estar no Marquês no dia 15 deste mesmo mês.
Não é só pela avaliação de professores como a ministra e a comunicação social querem fazer parecer.
É também por ou contra:
As aberrações dos diplomas que todos os dias temos de fazer malabarismos para aplicar;
O mau estatuto da carreira docente que passámos a ter;
O diploma da gestão e autonomia das escolas no qual se salientam factos, como a participação da comunidade escolar, que já estavam consignados, e bem, no dipoma que tem estado em vigor.
É também, pelos diplomas do ensino especial e pelo estatuto do aluno. Os efeitos destes dois diplomas estão a ser gravissimos na vida diária das escolas.
É também pela prova de ingresso na carreira docente, pela extinção dos conservatórios, pelo calendário escolar diferenciado entre a pré escolar e os restantes níveis de ensino.
É pelos alunos que passam parte do seu dia a serem transportados para escolas longe das suas comunidades, pelo mau funcionamento das actividades de enriquecimento curricular, que obrigam a uma escolarização da criança superior ao horário de trabalho de um adulto, entre outros factos...
Não caiamos na esparrela, como fizeram ontem os sindicatos, de só falar da avaliação de professores, é nisso que a comunicação social se quer centrar e fazer passar a mensagem de que nos manifestamos pelo facto de não querermos ser avaliados.

Dia quinze também lá estarei. De negro, em silêncio, com as palavras de ordem em cartazes que gritem o que não conseguiria fazer ouvir à força da boca.
E contra a prepotência do poder não adianta acenar com uma greve para daqui a dois meses...
É uma greve de zelo por tempo indeterminado logo a partir do dia 16 se for caso disso...
Mas isto sou só eu a dizer...que sou uma simples professora...


7 de novembro de 2008

Eles têm cada uma...


Recolhidas em Escolas do 1º Ciclo portuguesas:



- O Papa vive no Vácuo (!?)


- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina (pelo menos assim não doía tanto)


- Em Portugal os homens e as mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia. (é frustrante que até na 2ª Classe já pensem assim...)


- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã. (um destino terrível...)


- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva. (que pena ahh)


- Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter sobrevivido a um acidente grave. (Certo! E estas pessoas em regra vivem com outro nome no Brasil)


- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já fui utilizado e é bom para o ambiente. (Que bom!)


- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem. (pois é, com os animais de estimação também funciona assim!)


- Adão e Eva viviam em Paris. (sim, sim lá também é Paradisíaco)


- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul. (viver ao longo do Equador deve ser muito divertido)


- As vacas não podem correr para não verterem o leite. (que bom saber isso)


- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima. (nunca tinha pensado nisto!)


- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar! (conseguem sim! No óleo da frigideira)


- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (esta tenho que ensinar aos meus filhos!)


- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio. (mmm... isto ainda não sabia!)


- A Primavera é a primeira estação do ano. É na Primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (nunca mais como batatas)


- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avô. (bem, se o avô já lá estava…)


- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamenta-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados. (e assim como terão ficado?)


- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa. (acho que a mim aconteceria o mesmo ás pernas)


- Um círculo é um quadrado redondo. (esta é absolutamente fantástica!)


- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio. (um génio!)


- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas as escondidas para os meus pais não ficarem preocupados. (sem comentários)

18 de outubro de 2008

Após ausência...

by Cerejinha - Islândia - Julho 2008




Quando nós pensamos "as coisas estão a mudar" já vamos tarde.

Já mudaram.

E nós não vimos.

7 de julho de 2008

És bom observador?

Isto não é um teste.É simplesmente um fenómeno.
Vamos lá "fenomenar"...


Lê alto o texto dentro do triangulo:


PROVAVELMENTE FOI, "A bird in the bush," E ENTÃO........

Se isto FOI o que TU disseste, então falhaste na visão...

Porque a palavra "THE" está repetida duas vezes!

Desculpa, vê outra vez.


De seguida, vamos brincar com algumas palavras.

O que vês?


A preto podes ler a palavra GOOD, a branco a palavra EVIL (dentro de cada letra preta está uma letra branca). É tudo muito fisiológico também, porque visualiza o conceito de que o BOM (GOOD) não pode existir sem o MAL (EVIL) (ou a ausência de bom é mal).


Agora, o que vês?



Podes não ver nada no início, mas nos espaços brancos lê-se a palavra "optical", na paisagem em azul lê-se a palavra "illusion". Olha outra vês! Consegues ver porque é que este quadro é chamado ilusão de óptica ?



O que vês aqui?



A palavra TEACH (ensinar) é refletida como LEARN (aprender).


A última.

O que vês?



Provavelmente leste ME (eu) em castanho, mas.......
Quando olhas através de ME (eu)
Verás
YOU (TU)!

Queres ver mais?


Testa o teu cérebro


Isto é fascinante. O segundo é fantástico portanto, por favor, lê até ao fim.


Teste do olho ALZHEIMER
Conta todos os " F " no texto seguinte:

FINISHED FILES ARE THE RE
SULT OF YEARS OF SCIENTI
FIC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS...

(vê em baixo)




Quantos encontraste?

Errado, existem 6-- de verdade.
Vê outra vez!
De verdade, volta atrás e tenta encontrar os 6 F 's antes de passares à frente.

A razão que explica isto é....

O nosso cérebro não consegue processar a palavra "OF".



Incrível não? Volta atrás e vê outra vez!!

Quem conseguiu contar os 6 "F's" à primeira é um génio.


Três é normal, quatro é bastante raro.

Pois é meus amigos.
Isto não vos vai pôr doidos.!
Mas manteve-vos ocupados
Por alguns minutos..!




Afinal sempre vale a pena passar por aqui...

1 de junho de 2008

A rua é das crianças


A rua é das crianças

Ninguém sabe andar na rua como as crianças.

Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais.

Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua.

Vão com o vento.

Não vão a nenhum sítio determinado, não se defendem dos olhares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva.

Abrem-se à aragem.

Não projectam sobre as pedras, sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm.

Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão sempre muito mais longe.

E nem sequer sabem que são a alegria de quem as vê passar e desaparecer.

Ruy Belo, in Imagens Vindas dos Dias