Árvore velha não se muda
A vida é uma cereja. A morte um caroço. O amor uma cerejeira.
10 de fevereiro de 2007
9 de fevereiro de 2007
8 de fevereiro de 2007
7 de fevereiro de 2007
Árvores IV
6 de fevereiro de 2007
Árvores III
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi acesso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia."
5 de fevereiro de 2007
Árvores II
4 de fevereiro de 2007
Árvores I
“Ensinarás a voar… mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar… mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver… mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar… mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar mas não pensarão como tu.
Porém,saberás que cada vez que voem, sonhem,vivam, cantem e pensem… estará a semente do caminho ensinado e aprendido.”
Madre Teresa de Calcutá
27 de janeiro de 2007
21 de janeiro de 2007
15 de janeiro de 2007
O Galo
Tenho de confessar que sou portadora de um certo espírito de contradição.
Quando toda a gente fala do frio que faz, a minha vontade é tagarelar sobre a praia e o calor humano, quando se queixam do preço das coisas apetece-me logo correr a comprar qualquer coisa inútil, falam-me de dores daqui e dali e eu divago em pensamento por corpos belos e musculados, and so on...
Ora no Natal, espírito natalício e tal, não fui capaz de escrever nada sobre a coisa...
Por outro lado fiquei em estado de choque com a balbúrdia, o bulício e o GALO.
Por isso só hoje ganhei coragem para vir aqui escrever sobre o assunto.
E o assunto é: O GALO.
Sendo o Natal passado no melhor dos espíritos natalícios, vou abster-me de divulgar como é que é no seio da minha família, porque se torna enfadonho descrever-vos as cenas que, mais ou menos coloridas, conforme a prosápia do orador, se vivem na maioria dos lares nacionais.
Assim sendo vou directa ao assunto. Ou seja: O GALO
O GALO, que aqui vos apresento, foi oferecido à minha família, devidamente acondicionado (plástico acolchoado, para evitar alguma racha, quiçá...), caixa de cartão, magnificamente embrulhado e ataviado com um laçarote do melhor material.
Trazia a acompanhá-lo um cartão de Natal, de uma afectuosidade e delicadeza a toda a prova, dirigido “À minha boa amiga” e elogiando a forma como a ofertante tinha sido recebida na morada da família pelo que se tinha sentido muito sensibilizada e expressava desta forma o seu reconhecimento...
Claro que perante o estilo do embrulho, a qualidade gráfica do cartão e o teor da mensagem, a nossa expectativa na abertura do presente foi elevada...
E sai-nos o GALO.

Agora olhem bem para o GALO e digam-me cá:
Será que esta senhora nunca ouviu falar em Ferrero Rocher, ou outros bombons danados de bons?!?!? É que eu, quando não sei bem os gostos das pessoas a quem quero homenagear, prefiro comprar-lhes uma caixa de bons chocolates do que um GALO!
12 de janeiro de 2007
7 de janeiro de 2007
Populares e o que querem dizer...
De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de poder tornar o seu filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de corpo que não tinha protecção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.
VOTO DE MINERVA
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu.
Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil - Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam encontrar-se num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “o da Joana” ficou conhecida como sinónimo de lugar em que ninguém manda.
VÁ QUEIXAR-SE AO BISPO!
Durante o Brasil - Colônia, a fertilidade de uma mulher era atributo fundamental para o casamento, afinal, a ordem era povoar as novas terras conquistadas. A Igreja permitia que, antes do casamento, os noivos mantivessem relações sexuais, única maneira de o rapaz descobrir se a jovem era fértil. E o que acontecia na maioria das vezes? O noivo fugia depois da relação para não ter que se casar. A rapariga abandonada, ia queixar-se ao bispo, que mandava homens para capturar o espertalhão...
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contaram com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. E de que modo? Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários tinha treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinónimo de falcatrua.
FICAR A VER NAVIOS
Dom Sebastião, rei de Portugal, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo recusava-se a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltava, o povo ficava a ver navios.
NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham dificuldade em entender o que diziam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.
DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto dos remédios amargos. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.
CHEGAR DE MÃOS A ABANAR
Há muito tempo, era comum exigir a todos os imigrantes que fossem trabalhar nas terras de uma colónia que fossem portadores das suas próprias ferramentas. Caso chegassem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos a trabalhar. Portanto, chegar de mãos a abanar é não transportar nada.
SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem fundos...
O CANTO DO CISNE
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.
ESTÔMAGO DE AVESTRUZ
Define aquele que come de tudo.
O estômago do avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.
LÁGRIMAS DE CROCODILO
É uma expressão usada para se referir o choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz uma forte pressão contra o céu-da-boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.
MEMÓRIA DE ELEFANTE
O elefante lembra-se de tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções dos circos. Diz-se que as pessoas que se recordam de tudo tem memória de elefante.
OLHOS DE LINCE
Ter olhos de lince significa ver longe, uma vez que esses felinos têm uma visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.
2 de janeiro de 2007
Pela PAZ em 2007
Imagine
Imagine there's no heaven,
Imagine there's no countries,
Imagine no possessions,
You may say I'm a dreamer,but
IMAGINA…
Imagina que não há PARAÍSO…
É fácil se tentares.
Imagina que não há PAÍSES…
Não é difícil de fazer.
Imagina que não há POSSE…
Pergunto-me se consegues.
Refrão
Podes dizer que sou um sonhador,
__________________________________________
Imagine é uma canção escrita pelo músico inglês John Lennon que foi gravada e lançada em 1971 em álbum homónimo. Transformou-se num hino à paz pelo conteudo da letra. Em votação, a revista Rolling Stone, elegeu-a como a terceira melhor musica de todos os tempos.
John Lennon descreve a canção como sendo anti-religiosa, anti-nacionalista, anti-convencional e anti-capitalista. Ao cantá-la, ele pede para imaginar um mundo sem religião ("no religion"), sem países ("no country"), sem posse ("no possessions"). A letra foi inspirada num desejo de Lennon: haver Paz no Mundo.
Depois da morte de John Lennon, foi construído em sua homenagem um mosaico contendo a palavra Imagine no Central Park de Nova Iorque, num local que fica em frente ao prédio onde Lennon morava e onde foi brutalmente assassinado, o edifício Dakota.
Nesse dia, e nos seguintes, até hoje, o seu desejo não se cumpriu… ainda !
29 de dezembro de 2006
Renovação
19 de dezembro de 2006
Significado de sinais
Na idade média os livros eram escritos à mão pelos copistas .
Percursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um "enezinho" sobre a letra. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Foi fácil o nome Francisco passar a ser o espanholissimo Paco.
Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por algo de significativo nas suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em sequência explica porque é que José em espanhol é Pepe.
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento das suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".
Nessa época o símbolo @ ficou conhecido como, em inglês, "at" (a ou em ).
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contáveis dos ingleses.
Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso - por engano. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:
1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;
2- os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de "10@£3" assim: "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar os seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@",que sobreviveu nos teclados dos computadores.
Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at -em Inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor.
Assim Fulano@ProvedorX ficou a ter o significado: "Fulano no provedor (ou na casa) X".
Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com a sua forma.
Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco).
Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: "shtrudel", em Israel; "strudel", na Áustria; "pretzel", em vários países europeus.
...e não digam que eu não ensino nada...
15 de dezembro de 2006
Postal de Natal

Segundo sugestão da Sutra, vamos criar um mega postal de Natal:
- As mensagens de Natal são individuais!
- Cada um que quer participar, envia a sua mensagem por mail! - sutra@contossecretos.com - terá apenas esse objectivo e mais nenhum.
- O prazo é até dia 19 de Dezembro deste ano e não do ano 2007, 2008, etc.
- Quem quer entrar naquilo que eu(ela Sutra, mas eu,Cerejinha, apoio) gostava que fosse o maior postal enviado, participa e envia o mail. (...)
Vejam no blog Contos Secretos mais procedimentos!
6 de dezembro de 2006
4 de dezembro de 2006
Os blogues que eu prefiro
E após o dito período de reflexão aqui estou a dar conta das minhas escolhas. Estes são os blogues que me acompanham quando quero passear pela net. Sem juízo de valores acerca dos “bons” ou dos “reles” são os que leio porque me apetece, passo por eles frequentemente, comento pouco e claro prefiro os dos meus amigos, virtuais ou em carne e osso, é com eles que tenho afinidades e por isso os seus posts dizem–me mais do que aí leio.
Controversa Maresia
E as Fadas... também se enganam no caminho?
Tempo de Teia
Princesa Virtual
A tua Amiga
Formiguinha Atomica
Vida de Casado
O rapaz que pensava que o mundo era redondo
Flavio, Artista e Amigo meu
A Babushka II
Blogjob
Alentejanando
Coexistência Humoristica
A Funda São
Dias Felizes
O Contador de Histórias
Se cá nevasse...
Os Setisfeitos
Zoomarine
As minhas receitas
Blog da rolha
Moika e os putos
Palavra puxa palavra
26 de novembro de 2006
21 de novembro de 2006
As nomeações seguem dentro de momentos

Nas minhas deambulações pela net e pelos blogues encontrei o blog Geração Rasca que está a promover uma votação entre blogues.
14 de novembro de 2006
Provérbio Árabe
12 de novembro de 2006
Viver a Escola...
Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza.
Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê.
É o reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.
4 de novembro de 2006
Curiosidades da Idade Média
Naquele tempo, a maioria das pessoas casavam-se no mês de Junho (início do
verão), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho, o
cheiro ainda estava mais ou menos...
Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o
costume de carregar bouquets de flores junto ao corpo, para disfarçar.
Daí temos em Maio o "mês das noivas" e a origem do bouquet.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água (reparem que lindo!), vinham os outros homens da
casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as
crianças.
Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto!
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível perder um bebe lá dentro.
É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with
the bath water", ou seja, literalmente "não deite fora o bebé juntamente
com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam
eram o melhor lugar para os animais se aquecerem - cães, gatos e outros
animais de pequeno porte, como ratos e besouros.
Quando chovia, começavam as goteiras os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está a chover a cântaros" tem o seu equivalente
em inglês em "it's raining cats and dogs".
Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se
transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro, possuíam "loiça" de estanho.
Certos tipos de alimentos como o tomate, oxidavam o material, o que fazia
com que muita gente morresse envenenada - lembrem-se que os hábitos
higiénicos da época não eram lá grande coisa...
Daí que durante muito tempo o tomate foi considerado como venenoso.
Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, por vezes, deixava o indivíduo "K.O."(numa espécie de
narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).
Quem passasse pela rua pensava que o fulano estava morto, recolhia o corpo
e preparava o enterro. (mais nada!)
O "defunto" era então colocado sobre a mesa da cozinha (que linda ideia,não?!) por alguns dias (DIAS?!) e a família ficava em volta, em vigília,comendo, bebendo (na boa vida é o que é!) e esperando para ver se o morto acordava ou não.
Daí surgiu a vigília do caixão ou velório, que em inglês se diz Wake, de
"acordar".
A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para
enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos
retirados e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro
infeliz. (Pessoal, isto é Reciclagem!!).
Por vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas,
do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido
enterrado vivo.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso
do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava presa a
um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns
dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar.
Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje.
PS: Alguma cultura de vez em quando é importante!!
27 de outubro de 2006
3 de outubro de 2006
Recordando Budapeste

Viver no Bairro do Castelo é um privilégio para um hungaro. Ou para qualquer pessoa que aí possa viver. A vista sobre a cidade é deslumbrante.


O que é engraçado de constatar é que o Bairro do Castelo inclui imensos monumentos, a Igreja de São Mateus, o Museu de História de Budapeste, a Galeria Nacional, o Palácio Real, várias lojas de antiguidades, o Hotel Hilton, mas não inclui qualquer castelo... 

As pessoas vão a Buda para vislumbrar Peste, como se fosse impossível conhecer Peste do lado certo do rio...
27 de setembro de 2006
O paraíso é:
22 de setembro de 2006
19 de setembro de 2006
11 de setembro de 2006
Um cheirinho de Europa de Leste
- BOM DIA! Somos oito portugueses! Aqui estão os nossos Bilhetes de Identidade! – e estende os oito B.I. ao guarda, com um largo sorriso estampado no rosto.
De imediato sete portugueses barulhentos rebentam a rir dentro da carrinha, com esta abordagem simpática mas que se prova ininteligível ao interlocutor.
De imediato também, o rosto impassível do lado de trás do vidro do posto de controlo se torna duro e fechado e responde numa voz ríspida:
- Stop the car five meters away!
Logo que a carrinha se imobiliza, no parque existente do lado direito, um pouco mais à frente saltam do seu interior os oito portugueses, enérgicos, fartinhos de quilómetros e quilómetros de estrada e começam a desentorpecer os músculos conforme podem.
Os quatro juniores saltam e gesticulam, ensaiam manobras de Kung-fu e luta livre uns com os outros.
A P., sempre armada de máquina fotográfica, começa de imediato a fotografar tudo o que pode, prevendo uma paragem curta, logo...há que aproveitar...
Cerejinha, expectante, observa o guarda que se aproxima a ... marchar!
Colocou o capote e o chapéu, de um modelo muito semelhante aos que veremos nos antiquários de Praga e Budapeste nos próximos dias e que são vendidos como recordação dos tempos de ocupação soviética. Logo que nos alcança dá uma ordem de comando com uma voz forte e marcial:
This is not a circus!
This is a police control!
Todos nos imobilizamos de imediato na posição em que nos encontrávamos...numa fracção de segundo visualizo o jogo dos tempos da minha infância e as posições que fazíamos quando quem gritava “1, 2, 3, macaquinha do chinês!” se virava repentinamente para trás para nos apanhar em falta...
Ao ver que, pelo menos a voz de comando tinha sido respeitada, o guarda acalma-se, abandona a posição de sentido e começa a fazer a chamada dos nossos nomes pelos Bilhetes de Identidade, observando gelidamente os interlocutores.
Os quatro juniores, nem nas suas piores suposições de uma escola repressiva imaginavam uma cena assim...aposto que nem se imaginavam a corresponder tão obedientemente a uma voz de comando...
Ao chegar ao B.I. do Manel o guarda “fecha” ainda mais a carantonha (como é que foi possível...já estava dura como pedra...) e vocifera:
-AH! The chofer! When I say five meters away is FIVE METERS AWAY!
Not twenty meters!
O "Chofer" encolhe os ombros... parou ali por ser um parque...mas vá lá ele conseguir explicar ao guarda porque o fez...
O FLA tenta contemporizar "...It's our first time in this country...you know...we are all very happy... Portuguese are very happy people..."
Sem resposta...só um olhar gélido.
Este guarda viveu uma época, não muito distante, de grande repressão e controle. Provavelmente nunca imaginou que a abertura do seu país ao Ocidente viesse a originar cenas como esta. Para ele é incompreensível que um grupo de pessoas de outro país tenha esta postura num posto fronteiriço.
Para nós, cidadãos despreocupados e habituados a ter a liberdade como certa o que nos chocou foi a frieza.
"Generation gap" entre países da Europa...
Mas saímos dali mais cuidadosos, mais atentos aos sentimentos das pessoas que poderíamos encontrar nesta viagem. A alegria e a boa disposição nem sempre são boas técnicas de abordagem. Apesar de serem as que priveligiamos.
Entre nós tinha-se criado a primeira frase de comando desta viagem: Logo que algum de nós fazia ou dizia algo que não estava nos conformes de imediato ouvia-se uma voz:
This is not a circus!
5 de setembro de 2006
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